Comunidade “Stella Matutina” - Casa de Oração e Solidão

Um pouco de história

A FUNDADORA E A FUNDAÇÃO DE FÁTIMA

 

    A Fundação de Fátima foi para a Madre Maria Oliva objecto de uma longa busca. A sua ligação com as Aparições da Mãe de Deus em Fátima tinha raízes profundas na sua experiência pessoal. Na apresentação da biografia de Olga, querendo salientar um aspecto importante do seu Carisma, isto é: a colaboração no projecto universal de Salvação do Pai, e em particular o ardente desejo pela salvação e a alegria daqueles que estão longe do Seu Amor e infelizes, dizia. “A Mãe de Deus aparece em Fátima para nos ensinar a salvá – los com a oração.”

    Março de 1959 assinala outro passo importante desta longa busca. De facto a 17 de Março, encontrando – se em Lourdes havia Meses para a celebração do centenário das Aparições, empreendeu numa grande viagem atravessando a Espanha, de comboio, acompanhada pela Irmã Maria DA e pela Irmã Gina STGB. Nesta sua primeira visita a Fátima encontra o Bispo de Leiria, D. João Pereira Venâncio, e manifesta o desejo de ter perto da Cova da Iria um pequeno terreno.

    Depois, em 1963 -1964, confia procura e a compra do terreno ao Reitor do Santuário de Fátima, Mons. António Borges, em vista a uma fundação. Comprado o terreno, na Solenidade de Cristo Rei de 1965, a Madre Maria Oliva pede por escrito ao Santo Padre Paulo VI, que lhe seja autorizada a fundação de uma Comunidade de Vida contemplativa em Fátima.

    O Papa Paulo VI, através do Cardeal Antoniutti, responde a 30 / 12 /1965, nestes termos: “O Augusto Pontífice, agraciando altamente os sentimentos e disposições que ditaram o seu pedido, dignou –se acolher, com paternal benevolência, o seu desejo de ter uma casa do Instituto dedicada exclusivamente à vida contemplativa, para as suas Filhas que queiram consagrar – se de um modo particular À Adoração Eucarística e à oração pela Igreja e pelo “ pobre povo”, e abençoa desde agora com grande afecto a futura fundação, desejando – lhe o mais feliz e fecundo desenvolvimento.”

    De 22 a 27 de Abril de 1966 a Madre emprendeu a sua segunda viagem a Fátima, de carro: Roma – Sanremo – Lourdes – Belorado- Madrid – Fátima, acompanhada pelo Engenheiro Carnevali, a Irmã Maria I , a Irmã Gina STGB e a Irmã Antonietta SG + e da comunidade de Espanha a Irmã Iole MS e Maria IA. O objectivo desta viagem foi ver o terreno e concretizar o projecto. A seguir a esta viagem, comentando o nº 46 da LG e em especial “ Jesus no monte” ela disse: “ Um sonho que se realizará para nós em Fátima com a autorização do Santo Padre Paulo VI.”

    Em 1972, depois da primeira construção acompanhada pelas Irmãs de Espanha, começa a viver em Fátima uma pequenina comunidade que colabora com a pastoral do Santuário e acompanha mais de perto as obras da capela e ampliação da casa para que esta seja adaptada a Vida contemplativa.
        Em fins de Junho de 1976, durante os exercícios espirituais das Juniores, a Madre disse – lhes com grande alegria: “Entre estes exercícios e os do próximo Outono, irei a Fátima, se Deus quiser , para abrir a nossa casa de oração.” Poucos dia depois, a 10 de Julho, o Senhor chamou – a Si e a Sua bênção Maternal e a sua presença deu – a do Céu.
        Na Solenidade de Cristo Rei de 1976, sob a presidência de D. Alberto Cosme do Amaral, Bispo de Leiria Fátima, e com a presença do Conselho Geral, a Comunidade começa o seu percurso de vida contemplativa, para espressar sobretudo a Missão Orante da Igreja.


STELLA MATUTINA HOJE

OÁSIS DE ORAÇÃO


    Para a Comunidade de Fátima a Madre Maria Oliva reservou o título litânico de “ Stella Matutina” porque evoca a esperança pela qual anseia espontaneamente o espírito humano. As Irmãs da “ Stella Matutina “ são particularmente chamadas a assumir este inconfessado anseio de coração humano, para que o homem de hoje encontra a sua luz e satisfaça a sua sede de Deus.

    Stella Matutina” é uma casa que na solidão e alegre austeridade se dedica particularmente à oração pela Santa Igreja, pelo Povo de Deus e por todos os homens (cf Estatutos p.5 e a Const. Ef 158,1 ).

    A Comunidade propõe – se deste modo responder a um sinal claro do Espírito Santo para o nosso tempo : a crescente busca de espiritualidade. Fá – lo alimentando – se da Palavra de Deus e da Eucaristia, com a oração pessoal, o trabalho silencioso, a ascese e a simplicidade de vida.
O dia é ritmado pela celebração dos louvores divinos. Com todas a Horas litúrgicas e a Adoração que antecipa ou prolonga a celebração Eucarística.

    A Comunidade vive a dimensão eclesial e a comunhão com a Igreja local, dando particular atenção às orientções do Santo Padre, do Bispo, do Santuário e da Mensagem de Fátima, que simultaneamente nos convidam a participar com a oração na Missão evangelizadora e santificadora d aIgreja. Vive também a eclesialidade fazendo suas as alegrias, os sofrimentos e as esperanças dos peregrinos que chegam a este lugar, vindos de todo o mundo e batem à porta a pedir oração e conforto.

    A casa está aberta ao acolhimento e à hospitalidade. Os peregrinos pobres ou sós são objecto de particular atenção, sobretudo por ocasião das grandes peregrinações de Maio e Outubro.
    Os hóspides podem partecipar na oração da Comunidade e na Adoração silenciosa na Capela, gerem o seu tempo de um modo autónomo e têm à sua disposição uma cozinha.
    A Comunidade mantem relações com eles através das Irmãs encarregadas do acolhimento, oferecendo escuta, conforto e oração.
    Está também atenta aos vizinhos e outras pessoas que diária ou semanalmente frequentam a capela, oferecendo – lhes escuta e acompanhamento espiritual.
    Com o mesmo espírito apostólico se empenham na correspondência com todos os que querem partilhar a espiritualidade da nossa Família Religiosa ou que, tendo passado por Fátima, continuam a manter relações de amizade com a Comunidade.

    A Comunidade de “ Stella Matutina” está no “monte” em relação a todo o Instituto e como sinal de este empenhamento todos os dias reza por uma determinada comunidade, pela sua missão e pelas intenções de cada uma das Irmãs que a compõem. 
        Só o Amor pode animar uma Filha da Igreja em Fátima, como em qualquer sitio a viver a vida da Igreja e a Missão de Cristo, o Contemplativo do Pai; só o Amor tornará fecunda esta vocação, eclesial; tornar – se sua glória na oração, no louvor, na Adoração, no amor fraterno, no silêncio e na solidão, para glória do Pai e Salvação de todos os homens, como pediu a Mãe de Deus em Fátima.

 


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